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Parque
Nacional da Lagoa do Peixe (RS)
A
Grande Restinga do Rio Grande do Sul revela belezas
e surpresas. As marés e os ventos mudam sem aviso,
podendo pegar o homem de súbito. Mas onde a
natureza domina, ela também se mostra mais
esplendorosa. Lagoas salobras, dunas floridas e
praias desertas recebem a visita de centenas de aves
migratórias, que encontram ali um lugar de descanso
e fartura para enfrentar suas longas viagens.
Criado em 1986 para proteger um dos mais importantes
santuários de aves migratórias, o Parque Nacional
da Lagoa do Peixe, com 34.357 hectares, preserva um
importante ecossistema costeiro. Na região vivem
algumas comunidades de pescadores, descendentes dos
lusitanos, sobrevivendo da pesca artesanal do camarão
no verão e da tainha no inverno.
LOCALIZAÇÃO
O Parque Nacional da Lagoa do Peixe localiza-se no
litoral do Rio Grande do Sul, entre o oceano e a
Lagoa dos Patos, pertencendo aos municípios de
Tavares, Mostardas e São José do Norte.
Para chegar até lá, a partir de Porto Alegre,
pegue a RS-040 em direção a Viamão e, em seguida,
para o litoral sul, em direção a Mostardas. Com
mais 20km de estrada de terra chega-se aos limites
do parque.
CLIMA
O clima da região é subtropical úmido, sem estação
seca e com temperatura média anual de 16,5°C. O
período de menos frio vai de setembro a março. O
problema é que nessa época há muitos mosquitos na
região.
ASPECTOS NATURAIS
O Parque Nacional da Lagoa do Peixe está sobre uma
extensa planície costeira arenosa, formada pelo
vaivém das mares. Situado entre a grande Lagoa dos
Patos e o Oceano Atlântico, sua paisagem é
composta por restinga, banhados, matas nativas,
campos de dunas, lagunas e praias, criando uma
grande biodiversidade.
A Lagoa do Peixe, paralela à praia e com 40km de
extensão, é bastante rasa, atingindo, no máximo,
60cm de profundidade. Somente na barra de comunicação
com o mar, a profundidade chega a 2m. Suas águas
salobras, repletas de plânctons, crustáceos e
peixes atraem centenas de aves. São 182 espécies,
sendo 26 delas migratórias do hemisfério norte e 5
do sul. Do Chile e da Argentina, chegam os
flamingos. Do norte vem o maçarico-de-peito-vermelho.
O parque ainda possui mamíferos como a capivara e o
tamanduá e um réptil ameaçado de extinção, o
jacaré-de-papo-amarelo.
A vegetação está representada por espécies
características de solos arenosos e com alto teor
de salinidade, como a macela graúda, o
brejo-da-praia e a espartina. Na restinga
encontram-se algumas espécies de Mata Atlântica
adaptadas., como figueiras rodeadas por orquídeas.
Juncos e gramas-brancas crescem nos banhados.
ATRAÇÕES
O parque é ótimo lugar para a observação de
aves, ideal para ser fotografado. Centenas delas se
amontoam nas águas rasas as Lagoa do Peixe, que é
um verdadeiro restaurante a céu aberto.
As praias desertas escondem preciosidades, como o
Farol da Solidão e o Farol de Mostardas, construído
em 1858.
Para quem gosta de se aventurar por cenários incríveis,
a região é imperdível. Com um veículo 4x4,
pode-se ir pela BR-101 até São José do Norte. A
chamada "Estrada do Inferno" é
completamente deserta, por isso vá bem equipado. Em
setembro, centenas de margaridas cobrem as dunas
deixando a paisagem ainda mais bela.
INFRA-ESTRUTURA
O parque não possui infra-estrutura. Mas em
Mostardas e Tavares é possível encontrar guias do
Ibama para visitas monitoradas. Essas duas cidades,
que ficam a 25km e 5km do parque, respectivamente,
oferecem hotéis, pousadas e restaurantes simples.
| Contatos |
Tel.:
Fone (51) 673-1464
Praça Prefeito Luís Martins, 30, Mostardas
- RS
CEP 96270-000 |
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