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O
Brasil é um país vasto e de paisagens
diversificadas. Um dos lugares mais desconhecidos é
ainda a Floresta Amazônica, que ocupa toda a região
Norte. Descobrir seus segredos e desvendar seus mistérios
é uma tarefa difícil que vem ocupando pessoas há
muito tempo. Protegê-la é um desafio e uma
necessidade para que se preserve uma das regiões
mais bonitas e ricas do planeta.
Os 994.000 hectares do Parque Nacional da Amazônia
guardam uma boa amostra da rica diversidade da
Floresta Amazônica. Criado em 1974, ele surgiu no
contexto do Programa de Integração Nacional do
governo militar, cujo principal projeto era a
construção da Transamazônica.
LOCALIZAÇÃO
O Parque Nacional da Amazônia pertence ao município
de Itaituba, no Pará. Uma pequena parte está no
município de Maués, no Amazonas. A melhor maneira
de chegar até lá é de barco pelo Rio Tapajós,
partindo de Santarém (PA) até Itaituba. Daí
pega-se a rodovia Transamazônica (BR-230) por 65km
de terra até o parque. Há também em Itaituba um
aeroporto internacional, com vôos que chegam de Belém
e Manaus.
Endereço para contato: Rodovia Transamazônica,
entre os km 53 e 165, Itaituba - PA. CEP 68181-010
telefone: (91) 518.1530.
CLIMA
O clima é tropical quente e úmido, com temperatura
média anual de 24°C a 26°C. O período seco, que
é a melhor época para visitar a região, vai de
setembro a dezembro. De janeiro a maio chove
bastante.
ASPECTOS NATURAIS
O Parque está localizado sobre uma planície
sedimentar, com trechos inundáveis às margens do
Rio Tapajós. Diversos pequenos rios e igarapés deságuam
no Tapajós, formando corredeiras, praias e bancos
de areia.
Sua área é coberta por floresta úmida com árvores
de grande porte: seringueira, freijós, jacarandás
e a imponente castanheira, entre outras.
Na zona de matas aluviais está a maior
representante da flora amazônica, a vitória régia,
que pode chegar a ter 2 metros de diâmetro.
A fauna riquíssima abriga uma grande diversidade de
mamíferos como o tamanduá-bandeira, o
cachorro-do-mato, o tatu-canastra e a onça-pintada.
Possui mais de 250 espécies de aves, algumas delas
ameaçadas de extinção, como o urubu-rei e a águia-real.
Suas águas não deixam por menos, encontrando-se
ali uma grande variedade de peixes. Os mais famosos
são o pirarucu e o tucunaré. A ariranha, a lontra,
o peixe-boi e o boto são algumas das espécies que
habitam os rios e o imaginário popular. Não
bastasse tudo isso, a região ainda guarda centenas
de répteis e insetos exóticos, como o maior
besouro do mundo.
ATRAÇÕES
A porção de floresta amazônica abrigada dentro do
parque, por si só já é uma grande atração.
Diversas trilhas foram abertas pelos próprios
habitantes da região, levando a cachoeiras, serras
e praias do Rio Tapajós que aparecem na época da
seca.
Passear por esse rio, com seus igarapés,
corredeiras, afloramentos rochosos, bancos de areia
e praias, é uma grande aventura. Navegando por ele,
passa-se por várias cidades fora do parque.
Uma bonita visão é o encontro do Rio Tapajós com
o Rio Amazonas, na cidade de Santarém. O porto mais
movimentado é o de Itaituba, e de aí em diante, o
rio fica cheio de corredeiras, formando até algumas
cachoeiras.
Como o restante da floresta, o parque é um ótimo
local para a observação de plantas e animais.
INFRA-ESTRUTURA
O Parque Nacional da Amazônia não possui estrutura
nenhuma. Quem quiser conhecê-lo deve se hospedar em
alguma das cidades como Itaituba e Santarém (PA) ou
Maués (AM). Há ainda a opção de hospedagem em
barcos.
Fora do parque, mas dentro da floresta, existem os
Lodges, chamados "hotéis de selva",
geralmente localizados próximos a Manaus. Eles são
bastante confortáveis e possuem toda uma
infra-estrutura para realização de passeios pela
região.
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